Tuesday, February 24, 2009

CHINA E INDIA - NUEVOS PLAYERS

CHINA E INDIA - 2016 - 40% COMERCIO MUNDIAL
O que separa os dois gigantes22/01/2009Livro mostra como China e Índia, com ambientes de negócios quase opostos, produziram o mais novo polo de poder global Por Nina WeingrillÀ primeira vista, existem muitas similaridades entre as duas nações mais populosas do mundo. Além da óbvia proximidade geográfica e do mar de gente que habita os dois gigantes asiáticos, China e Índia dividiram na última década as páginas de economia de jornais e revistas graças às taxas de crescimento espantosas. Segundo previsões de especialistas, até 2016 os dois países deverão participar de 40% do comércio mundial. Nem mesmo a atual crise - que já deixou suas marcas em ambos, com o fechamento de fábricas no sul da China e a redução da perspectiva de expansão na Índia ao patamar de 5% neste ano (ante 9% em 2008) - deve alterar bruscamente o cenário. No entanto, apesar das semelhanças na superfície, os países possuem inúmeras peculiaridades estruturais e institucionais - a começar pelo controle comunista ferrenho na China em contraposição à desorganização do Estado indiano. Para esclarecer algumas dessas diferenças e desmistificar conceitos criados no Ocidente, o professor de Harvard Tarun Khanna escreveu Bilhões de Empreendedores, que chegará às livrarias no Brasil no final de janeiro, pela editora Campus-Elsevier. Nele, o autor discute o processo de abertura de mercado dos países, analisa por que China e Índia são tão diferentes e traz casos de empreendedores no mercado asiático. A premissa de Khanna é que esses conhecimentos serão cada vez mais necessários aos ocidentais, já que o futuro da economia global está ligado diretamente a esses países. "Poucas empresas poderão se manter competitivas sem ter um pé na China e outro na Índia", afirma o autor.nullNascido na Índia e formado em engenharia pela Universidade Princeton, nos Estados Unidos, Khanna enfatiza a falta de conhecimento de acadêmicos e executivos sobre as maiores economias com poder de compra do mundo. "A cobertura feita pela mídia americana em relação à China e à Índia é majoritariamente sobre culinária, Bruce Lee e a Grande Muralha. Alguns chegam a culpar os dois países pela taxa de desemprego dos Estados Unidos, o que é alarmante", escreve o autor. Khanna se apropria de um tom incisivo para deixar claro o que ele chama de "estereótipo pobre e desentendido do que é o leste". Para desfazer parte dessa visão equivocada, ele conta como duas sociedades tão diferentes produziram empresas como a chinesa Lenovo e a indiana Infosys, que hoje competem em pé de igualdade com tradicionais companhias americanas e europeias. Ao colocar Índia e China frente a frente, o autor evidencia as idiossincrasias de cada nação. "É só pisar no aeroporto para perceber. A infraestrutura na Índia é praticamente zero, enquanto na China os aeroportos são impecáveis, melhor até do que em alguns estados americanos. Quando pensamos em softwares e tecnologia, por outro lado, os indianos estão à frente. E isso tem a ver com as raízes do negócio, como a liberdade de informação, a transparência e a acessibilidade", diz. Para explicar a origem dessas diferenças, o autor esmiúça a história de cada território.

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